Violência Doméstica é tema de atividade do Educa Nilópolis

05/10/2012

Turmas de EJA – Educação de Jovens e Adultos – e de adultos especiais do Projeto Educa Nilópolis recebem a atividade ‘Limites e Possibilidades’.

Entre agosto e outubro de 2012, o Projeto Educa Nilópolis, em parceria com a Casa da Mulher Nilopolitana, vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (SEMUCIDH), promoverá o Projeto ‘Limites e Possibilidades’, nas sete escolas do município que oferecem turma de EJA - Educação de Jovens e Adultos, incluindo adultos especiais.

As atividades, que atenderão mais de 300 alunos e serão conduzidas pela psicóloga Cristina Lima e pelas assistentes sociais Simone Cristina de Almeida e Regina Célia Batista, membros da Casa da Mulher Nilopolitana, abordam a questão da igualdade de gêneros e dos papéis, direitos e deveres dos homens e das mulheres na sociedade.

O ambiente escolar foi estrategicamente escolhido para a atividade por se tratar de um local que visa a educar e informar, promovendo a troca de conhecimentos. “Os alunos têm o poder de disseminar as informações que recebem. É fundamental que a conscientização sobre a igualdade de gêneros seja espalhada.” Diz Simone Cristina.

‘Limites e Possibilidades’ tem o objetivo de ser uma palestra educativa, que esclareça dúvidas,  desconstrua mitos e previna o ciclo da violência. Segundo Simone Cristina, quando alguém começa a sofrer violências domésticas ou familiares entra em um ciclo, muitas vezes, sem volta.

“O ciclo da violência é composto pela tensão, explosão e reconciliação. Quando a pessoa não tem informação sobre o que é violência, sair do ciclo é muito mais difícil. É preciso estar informado para identificar a violência logo no início e poder se proteger dela.” Diz.

Essa troca de informação é trabalhada durante toda a atividade, que começa com a abordagem do conceito de igualdade entre os gêneros e faz um panorama histórico sobre os papeis do homem e da mulher na sociedade, analisando como a história, a mídia e a educação contribuem para a construção de uma sociedade machista e violenta.

Através de dinâmicas, a equipe apresenta os cinco tipos de violência: física, moral, patrimonial, sexual e psicológica, salientando que a agressão não necessariamente demanda contato fisco. Xingamentos, invasão de privacidade e constrangimento são exemplificadas também como tipos graves de violência que devem ser denunciados.

A atividade aborda violências sofridas tanto por mulheres, quanto por homens e aponta casos conhecidos, através da apresentação de reportagens, documentários e filmes. De forma interativa, ‘Limites e Possibilidades’ foca na importância da autoestima e do amor próprio para superar situações de agressão e estimula que os participantes tirem suas dúvidas e troquem experiências, caso se sintam à vontade.

Durante o segundo dia de atividade, que ocorreu em 29 de agosto na Escola Municipal Consuelo Struc Silva, uma das alunas relatou que já sofreu agressões físicas e falou da importância da mulher conhecer seus direitos e se libertar de uma vida escravizada.

Segundo a Casa da Mulher, a grande importância de atividades como essa não é a cura dos casos de violência, mas sim a prevenção, através do diálogo e da informação. A Casa da Mulher atende mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, avalia os episódios e encaminha para a rede de cuidados que mais tiver relação com o caso diagnosticado.

Autor: Marina Rotenberg