Uma segunda família

03/08/2018

Minha mãe gosta de dizer que eu acredito muito no ser humano e acho que é verdade mesmo. Eu tento ver muito o lado do outro, de forma empática, e ajudar no que for preciso.

Não tenho nenhum espírito de competitividade, de querer aparecer, não gosto disso de crescer em cima do outro.

O Matheus do ensino médio era muito indeciso e cheio de medos. Eu não sabia o que fazer, mas sempre prezei muito por gentileza e generosidade. Talvez por isso eu tenha escolhido cursar Serviço Social, para ter a chance de amparar aqueles que precisam.

Eu fazia estágio obrigatório para a faculdade, que não era remunerado, e acabava precisando de ajuda para pagar meus materiais e ter um pouco de independência. Então eu busquei o programa de aprendizado, o que foi essencial para eu conseguir me manter no curso e acabou também me proporcionando a primeira experiência de trabalho formal.

O mais engraçado, na verdade, era que eu fazia o estágio de manhã e trabalhava com pacientes em fase terminal. O clima era bem pesado. Já à tarde era um trabalho totalmente diferente, com jovens e era muito animado.

Eu pude desenvolver uma relação muito próxima com os educadores, porque minha experiência profissional era no programa. Construímos uma relação de amizade e com muito respeito. Tudo isso fez com que agora eu me sinta mais preparado para o futuro.

Se antes eu só tinha medo, agora eu vejo oportunidades.

Consegui ser efetivado e estou estagiando com monitoramento e avaliação nos projetos Juventude Empreendedora, em parceria com a Fundação Itaú Social, e Jovens Comunicadores, em colaboração com o Outdoor Social. O CIEDS é uma casa, uma família para mim, estou muito feliz de estar aqui.

Agora, aos 23 anos, eu faço as coisas porque eu gosto. Quero crescer e alcançar meus objetivos: me especializar no campo da saúde, ser reconhecido e dar aula em universidades, mas sem deixar de ser quem eu sou.

Autor: Gabriela Buenos Ayres e Isabel Salgado