Sucesso da atuação em rede faz CBVE renovar com o CIEDS

12/01/2021

Conselho impacta 3,5 milhões de pessoas com ações durante a pandemia

Para seguir cumprindo sua missão de fomentar e aprimorar o voluntariado corporativo, mesmo durante o desafiador período de pandemia, o Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) precisou se reinventar. Passou a atuar ainda mais em rede e contribuir neste novo cenário com atuações virtuais e um trabalho profundo de escuta, para entender as necessidades do período. O resultado foi avassalador: a rede, que é composta por 14 associados, somou mais de R$ 1,41 bilhões em doações financeiras e alcançou 3.501.013 pessoas. A capacidade do CIEDS de reposicionar a agenda de articulação e ação coletiva do CBVE fez com que o comitê gestor optasse por renovar a parceria. Em decisão unânime, o CIEDS continuará à frente da secretaria executiva do conselho.

“Especialmente nesse último ano, a secretaria, através do CIEDS, nos ajudou muito a reinventar a atuação do CBVE, em relação à questão da pandemia, que trouxe um desafio. Mas todo desafio, quando bem trabalhado, se torna uma grande oportunidade. O CIEDS nos ajudou a viabilizar o trabalho do CBVE, para que continuasse com qualidade, levando conteúdo através de canais online. Deixamos de nos encontrar no presencial e passamos a fazer encontros virtuais. Essa atuação foi fundamental porque aprimorou muito a questão das nossas plataformas. Foi realmente um ano marcante para o CBVE, que ganhou mais força e chegou a localidades ou pessoas que antes não eram impactadas”, explica Ednei Fialho Lopes, do Banco Bradesco, membro do comitê gestor do conselho.

Entre as ações virtuais realizadas estão os webinars “Pela voz das Favelas e Periferias: Como o Voluntariado Corporativo pode Fortalecer o Enfrentamento ao COVID-19” e “Impacto da Pandemia para o Voluntariado Corporativo: cenários e ferramentas para criar e potencializar programas”, com nomes como Preto Zé, Presidente Global da Central Única de Favelas (CUFA), Gilson Rodrigues, Coordenador Nacional do G10 das Favelas, e Jaime Ulloa, Empreendedor Social peruano que atua no campo da inovação em voluntariado.

“Se a pandemia nos trouxe um aprendizado foi o encurtamento de distâncias. É possível conversar de forma humana pelo digital. São muitos os ganhos com isso”, avalia Carolina Müller, responsável do CIEDS pelo CBVE.

Mas não foi exclusivamente online a atuação do CBVE durante a pandemia. Os números também comprovam a mobilização dos associados diretamente com quem mais precisa. Foram doados 5 milhões de testes para diagnóstico da COVID-19, além da construção (ou ativação) de 484 leitos e 211.902 equipamentos hospitalares, tendo em vista o tratamento e o atendimento aos pacientes acometidos pelo coronavírus. As ações englobam ainda a doação de 6,5 mil toneladas de alimentos e 30,4 toneladas de refeições prontas; 36,5 toneladas de kits de limpeza; e instalação de 1.200 caixas d’água.

“É desse lugar que o conselho fala, desse volume de ações. A gente ainda vai ter uma série de ações das empresas para o CBVE, para reforçar a importância do conselho. Quanto mais eu apoio um conselho, quanto mais eu fortaleço ele, mais faço com que essa temática cresça e que políticas públicas possam acontecer com maior assertividade. O DNA do CIEDS é o atuar em rede. É para mim, mas é para todo mundo. Assim, ganho muito mais. É muito bom ver isso, o entendimento do que é rede, também no CBVE”, diz Carolina.

De fato, o entendimento do CBVE como um espaço de atuação em rede tem cada vez mais amadurecido entre os membros do conselho, ao ponto de que algumas das empresas estão investindo mais para aprimorar ainda mais o grupo. Toda a identidade visual e o branding do CBVE passaram por uma fase de reconstrução. O conselho surge com nova logomarca, novo site e ainda mais atuações no ambiente online, em consonância com o entendimento do que o momento de pandemia e de distanciamento pedem.

“Anualmente, a atuação do CIEDS é reavaliada. Dessa vez, todos quiseram se pronunciar a favor, numa qualidade de predicativos muito positivos e importantes. A gente está falando de grandes empresas, referências. O elogio foi principalmente de que o CIEDS deu conta muito bem da questão do reposicionamento durante a pandemia”, conclui Carolina.

Ednei Fialho Lopes concorda: “As empresas que já participam, que já são associadas, já sabem o valor que tem estar nesse grupo. Cada vez mais as trocas têm se intensificado e estão mais ricas. Eu e a turma toda estamos muito satisfeitos com o trabalho do CIEDS e vimos uma grande evolução. A pandemia trouxe a oportunidade de chegar a mais pessoas e mais empresas que, no presencial, a gente não impactaria. Claro que a gente quer voltar com os encontros presenciais, mas acredito que nunca vai voltar 100%. Os aprendizados mostraram que é possível trabalhar de maneira híbrida.”

 

Texto por: Bruna Santamarina

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