Integração, criatividade e cultura

13/05/2019

Jovens monitores culturais têm a oportunidade de colocar a mão na massa no Centro de Culturas Negras do Jabaquara, em São Paulo

Quando os jovens monitores culturais iniciaram a atuação no Centro de Culturas Negras do Jabaquara – Mãe Sylvia de Oxalá (CCNJ), eles decidiram buscar soluções para dois desafios presentes: conectar o Centro com a Biblioteca Pública Paulo Duarte e o Sítio Ressaca, os outros dois espaços que compõem o Território de Culturas Negras, e engajar a população do entorno. Essa área, na zona sul de São Paulo, era utilizada apenas como um parque pelos moradores.

Como gerar interesse dessa população local? Essa pergunta norteou o trabalho dos jovens Dominik Ortiz, Sara Ribeiro, Paulo Roberto e Guilherme da Silva, junto ao gestor do Centro de Culturas Negras do Jabaquara, William Silva, ao longo de 2018 e 2019.  A partir disso, eles começaram uma movimentação nos três equipamentos e junto à comunidade.

“Quando chegamos ao equipamento público ficamos bem desnorteados, mas fomos muito bem acolhidos e, mais do que isso, vimos que podíamos fazer muito mais do que imaginávamos”, contou Dominik.

A primeira iniciativa desenvolvida foi o Luau Uau que, mensalmente, realiza intervenções e abre espaço para artistas do bairro e entorno. É uma das formas de focar na diversidade cultural e incentivar a ocupação do espaço.

Outra forma foi a criação de visitas mediadas pelo complexo cultural como um todo. Os jovens monitores desenvolveram um roteiro que conectava os três equipamentos públicos e receberam alunos de ensino médio e usuários do Centro de Atenção Psicossocial do Jabaquara.

Além dessas duas atividades, os jovens organizaram uma feira de troca de livros e jogos e um caderno de depoimentos para os usuários da biblioteca compartilharem suas experiências no ambiente.

“O William analisava o perfil de cada um e nos direcionava, deixando uma liberdade muito grande dentro do espaço para podermos criar, fazer e aprender com a mão na massa”, explicou Guilherme.

Dominik, Sara, Paulo e Guilherme, acompanhados do gestor, mudaram também a estrutura do CCNJ. Aprenderam sobre licitações, procedimentos de envio de dados à Secretaria de Cultura de São Paulo e pedidos de manutenção do local. Essas mudanças possibilitaram a realização de mais eventos, tornando o espaço mais acessível e agradável ao público. Com inovação e criatividade, os quatro jovens puderam trazer renovação para os equipamentos públicos e proporcionar novas experiências culturais para os moradores do Jabaquara. Parabéns pelas iniciativas, pessoal!

O Programa Jovem Monitor/a Cultural é uma política pública de formação e experimentação em gestão cultural, que oferece a 300 jovens a oportunidade de atuar em um dos 102 equipamentos públicos de cultura da cidade de São Paulo. O programa é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com o CIEDS.

Autor: Gabriela Buenos Ayres