À medida que 2026 se inicia, o terceiro setor é desafiado a rever suas métricas e formas de atuação. Durante muito tempo, o impacto social foi medido principalmente pelo volume de atividades realizadas, mas esse critério já não responde à complexidade de um país atravessado por desigualdades estruturais, emergência climática, insegurança pública e pressões urbanas. O que passa a importar é menos o quanto se faz e mais o que, de fato, se transforma na vida das pessoas e dos territórios. Esse é o tema do novo artigo de Vandré Brilhante, Diretor Presidente do CIEDS, no LinkedIn.
O deslocamento do atendimento para o impacto exige profundidade, método e evidências. Impacto está em grandes soluções, mas também nas economias locais que sustentam comunidades: pequenos negócios, iniciativas populares e redes de apoio que, quando fortalecidas, geram autonomia, renda, inclusão e desenvolvimento duradouro. Para as organizações sociais, comunicar impacto significa demonstrar como trajetórias são transformadas, como capacidades locais são desenvolvidas e como efeitos sociais, econômicos e ambientais se sustentam ao longo do tempo.