Acolher sim: o papel dos CAPS na saúde mental

23/08/2019

Modelo de atendimento é tido como um dos grandes avanços da Reforma Psiquiátrica brasileira

A humanização do cuidado da saúde mental é uma ideia-chave para entender o que são os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviço que veio para, gradualmente, substituir os antigos hospitais psiquiátricos. Essas unidades oferecem atendimento diário aos pacientes na região onde vivem e contam com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, entre outros.

Durante muitos anos, o tratamento psiquiátrico esteve atrelado ao recolhimento do paciente e sua internação compulsória nos grandes hospícios, onde ele era segregado do espaço familiar e social, além de ser tratado com técnicas hoje consideradas pouco eficazes, como a administração excessiva de medicamentos e uso de estímulos elétricos.

A reforma psiquiátrica no Brasil, iniciada na década de 70 e que dura até hoje, veio para reverter essa lógica. Promoveu uma série de mudanças nas políticas públicas em saúde mental, garantindo um atendimento humanizado aos pacientes. 

Foi nesse contexto que surgiram os CAPS, que não só oferecem tratamento médico e psicológico às pessoas com transtornos mentais, mas também incentivam sua integração social, por meio do fortalecimento dos laços familiares e comunitários, como algumas de suas estratégias. 

A gerente de projetos de Inclusão Social e Bem-Estar do CIEDS, Aldeli Carmo, reforça que os Caps não são voltados apenas para a recuperação, mas também para o cuidado.

“Esses centros se colocam como espaço privilegiado de assistência e peça fundamental de organização da rede de cuidado para as pessoas com transtornos psiquiátricos. Lá, elas acessam diferentes serviços que despertam ou fortalecem as suas potencialidades, recebem assistência no que tange à clínica e são reinseridos socialmente”, explicou Aldeli.

Algumas das ações que os CAPS promovem são o atendimento psicológico ao paciente e às famílias; tratamento medicamentoso complementar; oficinas culturais, com pintura e dança; atividades comunitárias, como feiras, festas em datas comemorativas e passeios; além de atividades de suporte social, de incentivo ao aumento da escolaridade e ações de trabalho e renda.

O CIEDS se orgulha em fazer parte deste trabalho ajudando a colocar o Rio de Janeiro em um lugar de referência em saúde mental. Para saber mais sobre a Reforma Psiquiátrica, acesse o link clicando aqui.

Autor: Karina Rivera