Melhoria da Educação na prática!

30/05/2018

Confira depoimento de educadora que participa do Programa Melhoria da Educação

O Programa Melhoria da Educação proporciona formação continuada para formadores, gestores e professores de redes públicas de educação municipal e estadual, fomentando a constituição e o fortalecimento de redes de formação colaborativa entre pares.

Essa é uma iniciativa da Fundação Itaú Social, em que o CIEDS faz a coordenação técnica das ações dos subprogramas: estadual no Espírito Santo e em Goiás, regional no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins - ação em parceria com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central - e municipal em Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM).

Adalgisa Ramos Dos Santos, mais conhecida como Ziza, é uma das educadoras que participa do Programa no Estado do Tocantins, e compartilhou como a formação contribui, de fato, com a melhoria na formação dos educadores e como isso reflete no trabalho realizado em suas escolas. Confira:

 

“Vejo a tutoria pedagógica, promovida pela Fundação Itaú Social em parceria com o CIEDS, como uma importante ação formativa. É uma experiência muito interessante no Estado do Tocantins. Enquanto Técnica, foi muito oportuno participar dessa formação. Tenho percebido a necessidade dessa formação no contexto do trabalho técnico pedagógico junto aos gestores, junto às escolas.

Admite-se que a gente vem trabalhando já há longos anos em torno dessa questão da formação pedagógica, no acompanhamento às escolas. No entanto, por meio dessa formação, identificou-se uma outra forma de enxergar o trabalho desenvolvido de formação para gestores.

Isso tem contribuído de forma muito significativa no nosso trabalho de acompanhamento às escolas e tem nos ajudado a perceber a relação de dependência que foi estabelecida com a escola, em que acabamos por tirar da escola muito da sua autonomia, da sua criatividade, das suas possibilidades ao pensar que deveria sair de fora da escola, da Secretaria, da diretoria as principais ideias que norteassem esse trabalho num movimento bastante inverso.

No mesmo contexto da escola, de repente a gente se depara com outra forma de refletir sobre o trabalho que vinha sendo feito, identificando novas formas de fazer. Novas leituras têm nos proporcionado isso para que essa reflexão, esse amadurecimento, aconteça.

Estamos aprendendo a identificar dados de baixa inferências e que são de fato as evidências que vem nos ajudar a constatar o que a gente tem observado e fazendo esse exercício com a própria escola para que ela analise a sua realidade e, a partir daí, com a reflexão necessária, ela consiga traçar novos caminhos e prioridades nesse fazer educativo.

A gente, enquanto adulto, tem uma forma muito própria de aprender que leva em consideração aquilo que faz sentido, aquilo que de fato é útil para nossa prática e aprender fazendo tem muito mais significado.

Enquanto a gente analisa e faz toda essa reflexão sobre a aprendizagem do adulto, a gente também se percebe refletindo sobre a forma de aprender dos nossos alunos ou sobre a forma que gostaríamos que fosse ensinado.

Essa formação também tem oportunizado uma autoavaliação das diferentes personagens desse cenário educativo, seja de nós técnicos ou dos gestores, seja do tutor ou do tutorado, cada qual com seus instrumentos. E também à luz de muita leitura, de muitas atividades, nós temos enxergado os nossos pontos a serem melhorados. Conseguimos identificar as nossas habilidades que já conseguimos alcançar e aquilo que precisa ser aprimorado dentro desse trabalho de acompanhamento escolar.

O gestor também com esse acompanhamento, com esse apoio e metodologia de formação, dentro da sua área de atuação, quer seja no desempenho dos alunos, na formação de sua equipe, na relação com a comunidade, na comunicação como um todo é possível identificar aquilo que já atende ou não a expectativa, aquilo que já se tem alcançado por meio das evidências que a gente vai aprendendo a identificar ao longo do caminho. É muito relevante nesse momento para ressignificar nossa prática.

Os encontros de formação têm sido cada vez mais interessantes. Tem sido oportunizado por meio das atividades desenvolvidas, dos exercícios, das socializações, muitas dramatizações, em que a gente pode avaliar, gravar e rever o que se está fazendo, analisar cada contexto e cada situação encontrando caminhos viáveis dentro desse trabalho de formação.”

Depoimento da supervisora de ensino Adalgisa Ramos Dos Santos (Ziza)

 

Ziza ressalta ainda as metodologias que o Programa utiliza com o próprio grupo em formação, destacando o papel da escuta ativa e da facilitação para que o grupo construa seus próprios significados.

Autor: Rafael Biazão