Jovem Jornalista cobre competição das Olimpíadas

15/08/2016

Torcida brasileira para Pedro da Silva, o Pepê na Canoagem Slalom.

O Slalom não é um esporte muito popular e difundido no Brasil, mas não contou com um público menos significante do que qualquer outro mais reconhecido no país. Com a presença do Pedro da Silva, o Pepê, a torcida brasileira deu um show e incentivou o canoísta brasileiro no Whitewater Stadium, num dia frio e chuvoso no Complexo Esportivo de Deodoro.

Pedro da Silva começou a praticar Canoagem em um projeto social em Piraju, em 2004, conciliando a escola e os treinos. Se ele quisesse treinar, precisava manter suas notas altas. Depois de terminar seu período escolar, ele escolheu estudar fisioterapia na faculdade, que precisou abandonar temporariamente. Mas Pedro planeja retomar seus estudos assim que alcançar seus objetivos esportivos.

A trajetória esportiva de Pedro não começou na Canoagem. Seu primeiro contato com esse tipo de esporte se deu quando ele chegou a um projeto social na cidade de Piraju, encontrando a vela. Porém, o relacionamento dele com o esporte do medalhista Olímpico Robert Scheidt não foi muito longo. Depois de experimentar a vela, ele se direcionou para o esporte o qual se dedica hoje em dia, vendo que tinha jeito pra coisa. E ali ele se encontrou. “Quando alguém tem talento e a oportunidade aparece, não tem resultado melhor”, declara o primo André. A partir do momento em que ele entrou pela primeira vez no caiaque, os treinadores viram algo especial nele. Após isso, foi só crescimento. Com 17 anos, ele foi morar longe da família, em Foz do Iguaçu, com a delegação brasileira. Com a mesma idade, participou da primeira competição internacional, no Canadá. Foi campeão Pan-americano, e em 2015 conseguiu medalha a mesma competição. “Participar de uma Olimpíada no ‘quintal de casa’, não tem ponto mais alto”, diz ainda André.

Mas é nas Olimpíadas que Pepê vê a sua maior oportunidade. Depois de se classificar para a final com a décima vaga – a última – com o tempo de 1:35,68, da Silva se esforçou para ganhar uma medalha, mas não teve sucesso. Ele sofreu penalizações que aumentaram seu tempo. Mas isso não impediu a festa da torcida. Na prova final, ele conseguiu um bom tempo: 1,31,68. Foi suficiente para garantir o quinto lugar na classificação final e deixar Pepê muito feliz. Um quinto lugar em Canoagem Slalom numa Olimpíada é um resultado muito satisfatório, já que o esporte não conta com muito apoio e popularidade em terras tupiniquins. O primeiro lugar ficou com o britânico Joseph Clarke, seguido do esloveno Peter Kauzer e de Jiri Prskavec, da República Tcheca. O desempenho de Pedro da Silva deixa no ar uma expectativa grande com relação ao desenvolvimento do Slalom no Brasil.

Esse é só início do caminho de Pepê, um atleta muito talentoso que possui muito potencial e que, com certeza, ainda vai dar muito orgulho para nós brasileiros.

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Autor: Guilherme de Moura