Exposição mostra diversidade carioca

17/06/2014

Participantes do Proind visitam o MAR e por meio da cultura refletem sobre as diferenças sociais.

“Ser diferente é normal”, foi o que disse Walker Nascimento, de 36 anos, participante do Proind (Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho), ao visitar na quarta feira, 04, a exposição “Do Valongo à Favela – Imaginário e Periferia”, sediada no Museu de Arte do Rio – MAR.  Junto a Walker, os outros 14 participantes do projeto puderam viajar pela história da cidade do Rio e refletir sobre a grande diversidade cultural dos cariocas e do espaço urbano.

O principal objetivo da visita foi apontar os padrões sociais construídos ao longo da história e a luta pelo respeito à diversidade racial, orientação sexual, religiosa e principalmente a questão da inclusão, destacando que, apesar das limitações, é possível superar limites.

Walker Nascimento tem deficiência visual na vista direita, pois quando adolescente foi atingido por uma bala de chumbinho. Após entrar no Proind ele voltou a estudar e iniciou um curso em administração, que sempre sonhou em fazer.

“O Proind mudou a minha vida. Minha autoestima ficou muito baixa após o acidente e não tinha vontade nem de terminar os estudos. Agora quero crescer e aprender cada vez mais”, disse Walker.

Gabriela Carvalho, participante do projeto, foi pela primeira vez ao MAR, e, segundo ela, a oportunidade de conhecer o espaço e as exposições lhe proporcionou um novo olhar sobre as diferenças.

“Adoro museu e respiro cultura. Nunca tinha vindo no MAR. Ao ver as exposições aprendi que é importante superar os limites e que preconceito não leva a nada”, afirmou Gabriela.

A cada ano o Proind possibilita a 15 jovens com deficiência, o desenvolvimento de competências profissionais para sua incorporação/manutenção no mercado de trabalho, num período de 36 meses. O programa é da Petrobras, e já conta com a execução do CIEDS há cerca de três anos.

Autor: Ana Paula Santana