Educadoras vêem livros como objeto cultural

11/10/2013

Orientador familiar e parceiros realizam oficina para capacitar educadoras na técnica de leitura para crianças.

O projeto Orientador Familiar, em parceria com a Fundação Itaú Social, o Centro de Estudos A Cor da Letra e a Gerência de Educação Infantil (GEI/SME), realizou na terça feira, 01, na Faculdade São José, em Realengo, zona oeste do Rio, a edição especial da “Oficina de Mediação de Leitura”. O objetivo é capacitar profissionais que atuam nas creches municipais atendidas pelo projeto, orientando a aplicação de técnicas de narração e outras atividades para aproximar tanto o público infantil como os pais do universo dos livros e da literatura.

A oficina corresponde a uma adaptação da ação já realizada pelo programa Itaú Criança. Criado em 2005, o programa desenvolve um trabalho em parceria com 31 Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCAs) nas cinco regiões brasileiras, que têm como atribuição deliberar e controlar as ações dedicadas a crianças e adolescentes.

Ao decorrer da oficina, foram abordados temas como leituras que fazem o sujeito se desenvolver, a importância da leitura desde o momento da gestação, além de dicas sobre que tipos de livros poderiam ser utilizados com os alunos, que auxiliem no desenvolvimento do imaginário, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.

Beto Silva, assessor técnico em informação e implementação de projetos de leitura no Centro de Estudos A Cor da Letra, explicou que é necessário que o profissional de educação perceba a diferença entre o contador de história e o mediador de leitura.   

“Ler e contar histórias são práticas distintas, pois pedem posturas diferentes tanto dos educadores, como dos ouvintes e o grupo deve estar ciente disso. A contação se assemelha a uma representação, onde você pode criar situações dentro da história, diferente da leitura”, afirmou Beto.

Os mediadores espalharam diversos livros no centro da sala da universidade, e cada educadora escolheu um gênero específico para fazer a leitura das histórias para o grupo, trabalhando o imaginário e a escuta. Por fim, muitas perceberam, assim como a professora da Creche Municipal Padre Valter da Costa Santos, Michele Rezende, que a leitura não tem faixa etária.

“Eu costumo fazer o trabalho de leitura e contação de histórias para a minha turma com frequência. O bacana é que eles muitas vezes se interessam por histórias que eu acho que não condizem muito com a idade e realidade deles. A oficina é uma forma de nos fazer repensar a contação de histórias”.

As creches que recebem o projeto Orientador Familiar utilizam a leitura como ferramenta de interação social com o objetivo de formar cidadãos. Uma de suas ações consiste em passar como dever de casa para o final de semana a leitura de alguma história, contando também com a participação ativa dos responsáveis.

Autor: Ana Paula Santana