Dia Internacional da Juventude é celebrado no Ocupa CIEDS

26/08/2021

Evento virtual, com jovens de todo o país, contou com cultura e debate

Os jovens correspondem a um terço da população economicamente ativa do Brasil. Temos hoje a maior geração de jovens da história do país. Além de representarem o futuro, têm muito a contribuir para a construção do presente. Por isso, no Dia Internacional da Juventude, aconteceu o Ocupa CIEDS, evento online em que participaram jovens de várias regiões do país, do Espírito Santo ao Maranhão, do Rio de Janeiro e de São Paulo ao Ceará, o que ressalta a abrangência da atuação da instituição.

Uma das mesas do evento virtual discutiu a conquista das juventudes na perspectiva de direitos e participação política. Fizeram parte da mesa Monique Alves, nascida em São Paulo e agente cultural em formação; Luisa Rafacho, artista paulista e agente cultural no território Noroeste; Enilson Ribeiro, de São Luiz, no Maranhão, covereador do Coletivo Nós que fez parte do Mobiliza Jovem; Amanda Costa, formada em relações internacionais e liderança Forbes Under 30; e Raquel Garcia, que participa do CCMB (Centro Cultural Maloca dos Brilhante), no Ceará. Mayra Polizel, representante do CIEDS no Conselho Municipal dos Direitos da Juventude de São Paulo, fez a mediação da mesa.

Monique e Luisa, que atuam no PJMC (Programa Jovem Monitor Cultural), trouxeram as causas dos jovens que participam do projeto, que incluem a permanência da política pública que institui o programa e participação ativa nos debates. Ambas ressaltaram a importância da atuação em rede: “Quando você está sozinho, é mais difícil abrir uma rede de conexões. Estar dentro de um coletivo te fortalece. Quanto mais coletivos, melhor”, opinou Monique. E completa: “Os direitos não são garantidos, são previstos. Se a gente quer alguma coisa, tem que batalhar por ela. A gente não pode ficar esperando eles fazerem.”

“A gente precisa avançar para que as periferias, as comunidades, as pessoas que não têm dinheiro [tenham mais espaço]. Enquanto a gente tiver esse sistema que favorece quem tem muita grana, enquanto quem tem de fato o interesse de fazer as coisas não conseguir entrar, ele não é um sistema que nos representa, que representa a sociedade”, opinou Eni, hoje vereador. E completa: “O Mobiliza Jovem nos ajudou a ver nossas potencialidades. Foi muito importante para mim. Quando eu entrei no projeto, nem pensava em me candidatar.”

 

Atuação em rede e territórios periféricos

Na mesa “Redes e ações lideradas pelas juventudes em territórios periféricos”, os jovens ressaltaram a importância de se fazerem presentes em espaços de fala sobre juventude, que muitas vezes não têm acesso.

“A gente sente muita falta de ser ouvido, poder se expressar, ter alguém acreditando na gente e fazendo acontecer. Com o apoio do CIEDS, consegui ter um negócio de impacto social. [...] Soluções para a periferia até chegam, mas não é da gente pra gente. Ninguém melhor para agir na periferia do que alguém da própria periferia”, contou Pedro Vandro, o Pedrão, do Juventude Empreendedora, um dos jovens que participou da primeira mesa.

Também participaram Nataly, paulista que participou do projeto Engaja; e  Suila Dandara, que participou do Ativa 027. Guilherme Lamana, também representante do CIEDS no Conselho Municipal dos Direitos da Juventude de São Paulo, fez a mediação da mesa.

“O Engaja foi um divisor de águas na minha vida. Foi bem diferente, desafiador, mas também mudou muitas coisas na minha vida”, contou Nataly, que durante o projeto criou uma iniciativa com objetivo de oportunizar o ensino de língua inglesa para jovens do Grajaú, região periférica da cidade de São Paulo e completou: “Acreditem em vocês, acreditem nos sonhos de vocês. Corram atrás. É difícil, mas a gente consegue”.

“Tive contato com outros jovens, de lugares de vulnerabilidade. Dentro do Ativa 027, a gente poderia elaborar propostas com problemas que a gente tinha nos lugares que a gente vive. Levamos até os gestores do Espírito Santo. Foi muito importante para mim e para os 25 jovens líderes que participaram comigo”, contou Suila.

Suila ainda deu um recado para os demais jovens que assistiam à mesa, numa aula sobre construção em rede e territórios: “Olhe para o local em que você vive. A gente tem mania de olhar para os outros, mas e a nossa realidade? Mobilize. Sozinhos não somos nada, mas juntos fazemos muito. Olhe para os seus. Juntos somos mais fortes”.

 

Atrações culturais

Victor Menezes e Thaline foram os mestres de cerimônia do evento, que abriu com uma apresentação musical ao vivo de Vanessa Silva, participante do PJMC, e uma poesia de Walter de Andrade, participante do Liderança Jovem, iniciativa desenvolvida em Governador Valadares, Minas Gerais.

Jovem monitora cultural da Biblioteca Anne Frank, Arielly Tombô Souza também entrou ao vivo para dar seu depoimento, a partir de uma pesquisa sobre a aplicação da política pública durante o período da pandemia. Na sequência, o público acompanhou uma performance de dança de Vivian Cunha, educadora do Ativa 027, que foi outro ponto alto do encontro.

Texto por: Bruna Santamarina

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