Caju Lab chega para fortalecer empreendedorismo em Pacajus e região

13/11/2019

Laboratório de inovação e tecnologia do CIEDS é um espaço aberto à comunidade do interior do Ceará

Com o objetivo é fomentar o desenvolvimento social e econômico de Pacajus e região e gerar confiança no futuro do território, foi inaugurado o Caju Lab. O centro de empreendedorismo, tecnologia e inovação, sediado no Pavilhão Francineida Brilhante, no mesmo complexo do Centro Cultural Maloca dos Brilhante (CCMB), teve cerimônia de abertura no dia 31 de outubro.

“É gratuito, como tudo o que acontece no CCMB, e aberto à comunidade. Tem uma agenda mensal de formação, com cursos, palestras e pré-aceleração de negócios locais. A intenção é disseminar novas ideias empreendedoras, mas também trabalhar os modelos de negócios que já existem na região”, explicou a consultora em empreendedorismo, inovação e projetos de desenvolvimento do CCMB/CIEDS, Manuelly Oliveira, à frente do projeto.

O Caju Lab vai atender as juventudes e os empreendedores locais. Serão feitas capacitações em robótica, por exemplo, com atividades para o desenvolvimento do raciocínio lógico e jogos da área de inovação. “Nosso banco [de interessados] já contava com 100 empreendedores inscritos, uma semana após o projeto ser aberto”, conta Manuelly.

Equipe e diretoria CIEDS em foto comemorativa na cerimônia de abertura

Há ainda um banco de voluntários, voltado para quem possui conhecimentos específicos e deseja dar oficinas gratuitas aos beneficiados. Além disso, algumas parcerias também já começaram a ser firmadas. Uma delas é com a Universidade Federal do Ceará (UFC), que fornecerá cursos, até fevereiro de 2020, para 40 adolescentes da Rede Municipal de Educação de Pacajus, de 10 a 14 anos. Os alunos precisam estar matriculados em alguma escola para participar.

“Por Pacajus ser uma cidade do interior, o projeto tem um impacto na qualificação da juventude local, que hoje tende a migrar para Fortaleza e deixar a cidade. Esse movimento impede a geração de desenvolvimento econômico local. A gente espera criar uma rede de qualificação, e sobretudo gerar um impulso de desenvolvimento local, para que os negócios que já existem se fortaleçam. Será um crescimento sistêmico, tanto em termos de formação, qualificação, como empreendedores trabalhando em rede”, avalia a consultora do CIEDS.

Com previsão de início em dezembro, há também uma iniciativa do Caju Lab focada em mulheres, para incentivar o empreendedorismo de gênero, por meio do reaproveitamento de resíduos têxteis. A região conta com grandes fábricas de malharia. Uma vez que a indústria têxtil é muito forte e gera muito resíduo, a proposta é reaproveitar para fazer peças-conceito.

Manuelly se vê estimulada à frente do novo projeto da CCMB: “Nasci no sertão do Ceará. Desde 9 anos, trabalho com projetos sociais, com desenvolvimento de comunidades, sobretudo periféricas e rurais, sertanejas. Comecei no empreendedorismo social muito jovem. Fiz meu primeiro projeto aos 15. Aos 18, criei minha primeira associação. Hoje, trabalho com empreendedorismo social para geração de impacto positivo”, conta a empreendedora, hoje com 31 anos.

E completa: “Nosso objetivo [com o Caju Lab] é capacitar tecnicamente, mas também gerar inspiração, por meio de palestras de profissionais que passaram por grandes superações e fizeram do empreendedorismo um grande meio de vida, um propósito. Queremos inspirar”.

Autor: Bruna Santamarina