Futebol é tema de debate no CCBB

24/02/2014

Participantes do Craque do Amanhã vão ao CCBB e participam de um bate papo ao lado de craques do jornalismo.

Na contagem regressiva para a Copa do Mundo, os jornalistas Andre Rizek, Renato Maurício Prado e Xico Sá estiveram na quarta feira, 19, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) sob o comando de uma roda conversa,  onde explicaram a influência do futebol na arte e cultura brasileira. Cerca de 30 jovens do projeto Craque do Amanhã  acompanharam o bate papo, e puderam esclarecer dúvidas e  curiosidades sobre a seleção brasileira, além de debater temas polêmicos como o racismo no futebol e o grande investimento na construção e reforma de novos estádios para a Copa.

O bate papo faz parte do projeto “Futebol.Br” apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco do Brasil, que através de diversas discussões trata como tal paixão nacional conquistou a tela dos cinemas, a literatura, as artes plásticas e o sonho de muitos meninos e meninas se tornarem grandes craques e deixarem sua marca na história do futebol mundial.

Para a participante do Craque do Amanhã, Carolina Ferreira, de 18 anos, o tema que mais chamou sua atenção durante o debate foi o que ocorreu com o jogador brasileiro  Tinga, que foi alvo de insultos racistas  da torcida paraguaia em um jogo da Copa Libertadores entre Real Garcilaso e Cruzeiro. 

“Gostei muito de todos os tema abordados na palestra, principalmente o racismo. Acho um absurdo ainda existir racismo no futebol, ou em qualquer outro esporte. Temos que juntos lutar contra isso”, disse Carolina.  

Renato Maurício Prado elogiou a atitude de alguns torcedores brasileiros que se sensibilizaram com relação ao caso Tinga e até mesmo torcidas rivais fizeram manifestos de apoio ao jogador. “O futebol tem uma história linda contra o racismo. O clube gaúcho Internacional é um exemplo que tem como seu mascote um saci. O Vasco também, que  foi o primeiro clube a abolir o racismo dando espaço a jogadores negros. A reação das torcidas de apoio ao Tinga e contra o racismo foi uma atitude louvável”, ressaltou.

Os jornalistas também levantaram a questão da elitização nos estádios de futebol, e citaram como exemplos a presença reduzida de negros na Copa das Confederações e o preço abusivo dos ingressos para a Copa do Mundo e jogos de outros campeonatos. Andre Rizek deu como exemplo a Alemanha, que vende ingressos a preços populares, para que todas as classes possam frequentar os estádios.

“É preocupante a elitização nos estádios de futebol. Um esporte que antes unia classes sociais está perdendo essa essência. Cabe uma ação do poder público para mudar esse cenário”, concluiu Rizek.

Fã do jogador português Cristiano Ronaldo, o participante do projeto Craque do Amanhã, Gabriel da Silva, de 15 anos, disse que a palestra mostrou a diferença do futebol na Era Zico e Garrincha para hoje. O jovem também elogiou as iniciativa do projeto, que contribuiu para sua mudança de comportamento em casa e na escola.

“Pude perceber que há muita diferença entre o futebol jogado antigamente para hoje. Antes tínhamos mais ídolos, e hoje é mais complicado achar jogadores com potencial de antes. Quando entrei no projeto Craque do Amanhã aprendi a ser mais humilde, a respeitar os outros e melhorei bastante minhas notas na escola”, afirmou Gabriel.

O Craque do Amanhã é um projeto executado pelo CIEDS e financiado pela Ampla e Ambev, por meio da lei de incentivo ao esporte do Governo Federal e apoiado pela Secretaria Municipal de Esporte da Prefeitura Municipal  de São Gonçalo. O Projeto utiliza o futebol como fio condutor para o desenvolvimento integral – físico, pscicológico e social – de jovens de 9 a 17 anos, moradores de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Texto por: Ana Paula Santana

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