Diversidade é ponto alto do projeto Mobiliza Jovem

16/07/2020

Encontros on-line incentivam jovens a pensarem em soluções para territórios

Quando o Mobiliza Jovem começou a ser desenvolvido, antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a equipe do CIEDS mal podia imaginar os rumos que teria que tomar para adaptar a proposta original aos tempos de distanciamento. Mas hoje, diante da diversidade dos selecionados – todas as regiões brasileiras estão representadas por participantes –, é possível dizer que o resultado saiu muito além do esperado e cumpre, com sucesso, seu propósito de fomentar o protagonismo jovem.

A atuação do Mobiliza Jovem vai de encontro à crença do CIEDS de que cada pessoa possui em si o potencial para se desenvolver e à sua comunidade. O projeto faz o jovem se perceber como agente de transformação de seu território, atuando de forma integrada, articulado em rede com os demais participantes. Todos já têm um perfil de engajamento em movimentos sociais e identitários, têm um histórico de militância. São pessoas que estão pensando seu lugar no mundo.

“Acionamos nossos parceiros para garantir que o projeto tivesse esse nível de diversidade e de abrangência territorial. Há desde participantes de grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, a jovens do interior do Brasil, indígenas e de quilombos, além de pessoas trans”, explicou Paula Miranda, Coordenadora de Projetos do CIEDS.

Ao todo, 20 jovens vão participar do projeto, uma parceria do CIEDS com o Itaú Social, que agora prevê encontros on-line, a serem realizados entre julho e dezembro. O primeiro deles acontece nesta quarta (15), quando todos vão se conhecer e se ambientar em relação às dinâmicas do Mobiliza Jovem. A partir daí, os encontros serão semanais, com trocas entre os participantes e formações lideradas pela equipe do CIEDS, sempre no ambiente virtual.

“Será uma atuação em conjunto. A ideia é que o projeto proponha alguns temas, mas eles estarão livres para serem os protagonistas e debaterem sobre o que quiserem. Em um primeiro momento, eles serão incentivados a produzirem três lives. Eles que escolhem os temas que serão desenvolvidos. Ao longo do projeto, a ideia é que eles produzam conteúdos com foco na juventude, sejam textos, vídeos ou podcasts. Por fim, farão uma carta de recomendação ao poder público, com as demandas da juventude atualmente.”

Os jovens escolhidos já têm uma certa familiaridade com produção de conteúdo, seja com foco em arte, literatura ou até mesmo YouTube. A ideia do projeto é fortalecer essas coisas que os jovens já fazem, incentivando-os a pensarem juntos em novas soluções para a transformação de seus territórios. Eles terão uma rotina de trabalho individual e em grupo, sempre acompanhados de processos formativos, para ampliarem seus conhecimentos. Com a participação no projeto, terão uma bolsa mensal de R$ 400 cada.

 

Conheça as cidades que são abrangidas pelo projeto

Há participantes de Nova Iguaçu e São Gonçalo, no Rio de Janeiro, mas também de Várzea Grande, no Mato Grosso, e de Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal. São Luís, Salvador, Porto Seguro, Fortaleza e Itabaiana são as cidades do Nordeste representadas pelos jovens selecionados, que dividem espaço com outros de Adrianópolis e Guarapuava, no Paraná, e de Porto Alegre. O Norte será representado por jovens de Rio Branco, no Acre, e Manaus, no Amazonas. A alta capilaridade do projeto garante um ambiente vivo, com diversas expressões culturais brasileiras, engrandecendo a troca e a experiência de cada um.

Texto por: Bruna Santamarina

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