O Fundo do mar na palma das mãos

02/06/2014

Equipe de Integração do CRPD articula visita dos usuários do núcleo à exposição no Museu Nacional.

Tocar o fundo do mar com a palma das mãos foi possível com a visita à exposição “O Mar Brasileiro na Ponta dos Dedos”, sediada no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio. No dia 16 de maio, os usuários do Centro Municipal de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD Irajá) foram ao Museu e puderam conhecer as diferentes espécies que habitam o mar brasileiro.

Os guias explicaram para os usuários como se formam os corais, falaram sobre a regeneração das estrelas do mar, do que as algas marinhas se alimentam, citaram ainda as espécies de animais marítimos que só existem no Brasil e aquelas que se encontram em extinção, tudo isto por meio das mais variadas peças expostas no Espaço Ciência Acessível.

Apesar do caráter inclusivo da exposição, muitos familiares reclamaram da dificuldade de acesso ao Museu, que segundo eles, não dispõe de rampas para facilitar a locomoção dos cadeirantes, no interior do espaço.

“Eu adorei a exposição e a Ingrid (filha) também. Fico feliz do CRPD dar a oportunidade de conhecermos vários espaços culturais. Só acho que o Museu deveria ser adaptado, principalmente, para receber os cadeirantes. Eu já vim em dezembro do ano passado e não entrei pelo mesmo motivo de dificuldade no acesso”, disse a dona de casa Marcia Cristina de Paula Santos, mãe de Ingrid Santos, de 18 anos, cadeirante e com paralisia cerebral.

Para Gabriela Correa, psicóloga do CRPD, a exposição foi de muito ganho tanto para os usuários, como para seus familiares.

“Eles puderam aproveitar bastante, tocando nas peças e aprendendo muitas coisas novas. Nosso objetivo, através dessas visitas a espaços públicos de cultura e lazer, é mostrar que é possível que eles ocupem todos esses espaços”, disse Gabriela.

O CRPD Irajá está completando 2 anos em 2014 e oferece atendimento a mais de 300 usuários do bairro de Irajá e do entorno. O Centro foca na reabilitação e inclusão social, e tem a gestão do CIEDS em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD).

Autor: Ana Paula Santana