Projetos
01/01/2009

Plataforma dos Centros Urbanos
O projeto visa reduzir as injustiças nos grandes centros urbanos, contribuindo para que cada criança e cada adolescente que vivem em comunidades populares de centros urbanos brasileiros tenham seus direitos protegidos, respeitados e garantidos.
1. O que o projeto promove?
A Plataforma dos Centros Urbanos visa ampliar a qualidade de vida de todas as crianças e adolescentes nos grandes centros urbanos, especialmente aqueles que habitam territórios de alta vulnerabilidade social. Para isso a iniciativa estimula processos de mobilização social, articulação de rede, formação de jovens e implementação de ações locais. Estas ações relacionam-se a seis principais eixos: saúde e meio ambiente, educação, sexualidade, violência, participação do adolescente e diversidade, traduzidas pelos conceitos abordados nas Metas Comunitárias. A iniciativa contempla, também, um conjunto de Metas Municipais, com as quais as prefeituras das cidades envolvidas se comprometeram na perspectiva de ampliar e qualificar os serviços de atendimento à infância e adolescência. A Iniciativa, portanto, se propõe a induzir o desenvolvimento local das comunidades envolvidas a partir do exercício dos direitos civis como caminho para a garantia dos direitos sociais, contando com a atuação do Poder Público municipal para incidir diretamente nas políticas públicas.
2. Abrangência geográfica.
Comunidades populares na periferia de São Paulo e Itaquaquecetuba, localizadas nos seguintes distritos de São Paulo: Barra Funda, Jaguaré, Jaçanã, Sacomã, Ipiranga, Cachoeirinha, Anhanguera, Brasilândia, Sapopemba, Ermelino Matarazzo, Aricanduva, Itaim Paulista, São Miguel Paulista, Itaquera, Guaianases, Jardim Ângela, Jardim São Luis, Jabaquara, Capão Redondo, Campo Limpo, Pedreira, Cidade Ademar, Pedreira, Parelheiros, Grajaú; e nos seguintes bairros de Itaquaquecetuba: Recanto Mônica e Parque Marengo.
3. Período de execução.
De janeiro de 2009 a junho de 2012.
4. Financiador
UNICEF
5. Parceiros
Parceiros Técnicos: Revista Viração e Instituto Paulo Montenegro
Apoiadores: Prefeitura de São Paulo
Aliados Estratégicos: MSC Cruzeiros e Itaú Social
6. Público alvo
Crianças e adolescentes habitantes de comunidades populares na periferia de São Paulo e Itaquaquecetuba.
7. Metodologia
A Plataforma acontece por meio do desenvolvimento de estratégias complementares de articulação política dos diferentes setores da sociedade para que, juntos, possibilitem a promoção de políticas públicas, programas e ações realmente capazes de reduzir as desigualdades e democratizar o acesso de crianças e adolescentes a serviços e oportunidades. A articulação comunitária fica a cargo do Grupo Articulador, representante de cada comunidade, que identifica as fragilidades do seu local de atuação, e promove ações que visem a modificação da realidade regional estudada, tendo como referencial de mudança um conjunto de 30 Metas comunitárias.
Este caminho se dá por meio das seguintes etapas:
- Definição das Comunidades inscritas que participarão do processo de certificação. Essa seleção será feita pelo Comitê Municipal da Plataforma, com base em critérios acordados pelo próprio grupo.
- Formação de Grupos de Adolescentes Comunicadores, que serão capacitados a desenvolver ações e produtos de comunicação para mobilizar suas comunidades em torno das metas.
- Desenvolvimento de Capacidades, promovendo atividades de formação que ampliem as competências e fortaleçam os membros do Grupo Articulador Local, agentes e comunicadores comunitários e adolescentes multiplicadores.
- Mobilização Local, por meio de ações permanentes de comunicação, promoção de eventos locais e estímulo ao envolvimento de toda a comunidade para o alcance das metas.
- Participação Social, via fomento à realização de atividades coletivas, como o mapeamento das forças e dos problemas da comunidade, a construção de um plano de ação, a promoção de campanhas e mutirões, entre outras ações que a comunidade considere relevantes.
- Monitoramento e Avaliação, com a realização de pesquisas de percepção e fóruns comunitários que analisarão a qualidade dos serviços voltados para a infância e a adolescência na comunidade e seus arredores, comparando dados de 2009 e 2011. O monitoramento será acompanhado de um sistema de pontuação, que também avaliará a qualidade das ações de participação social. Os resultados valerão pontos, que definirão as comunidades que serão certificadas.
- Reconhecimento das Comunidades, em evento de grande repercussão. A certificação deverá criar referências e gerar outros benefícios para as comunidades, como fortalecimento de vínculos internos e com outras áreas da cidade, melhoria de imagem pública, maior nível de confiabilidade perante investidores, mais legitimidade para atuação em espaços e instâncias de influência política, mais orgulho, otimismo e engajamento da população local.








